Gente, ontem teve a abertura da quinta exposição individual do artista pernambucano Manoel Veiga, na Galeria Dumaresq. Em “Trabalhos Recentes”, Veiga mostra uma série de novas pinturas e fotografias das séries “Huble”e “Universos”. O artista que tem um belo currículo de exposições no Brasil e no exterior, tem um profundo conhecimento científico dos pigmentos, que aparece claramente nos seus trabalhos, junto a noção de tempo e sua relação com o espaço, manifestando a influência recebida da física experimental.
Veiga utiliza três elementos básicos: tela, água e pigmentos. O embate com a tela é no chão; pigmentos cuidadosamente misturados para manifestar uma só cor chegam à tela através do pincel. Na secagem, ele pulveriza água sobre a emulsão e cria gradientes aos quais as partículas de diferentes pigmentos reagem, revelando a complexidade de cores na emulsão. Estabelece-se um fluxo na tela que Veiga chama de “sistema vivo”, que pode durar até dez horas para se fixar, “um processo de natureza físico-química e dinâmica, em que a mão do artista fornece apenas as condições iniciais”, como ele explica.
Artistas que o inlfluenciam? Vários e de épocas distintas: Caravaggio e Velasquez por suas abordagens conceituais tão ousadas. Também Marcel Duchamp pela reflexão brilhante sobre o circuito da arte e que ele trouxe para dentro do seu próprio trabalho, radical demais na época. E Robert Smithson que trouxe uma articulação com a natureza inédita, com o uso consciente no trabalho de noções como a de entropia.
Vale a pena conferir!





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